sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Discussão Política

sexta-feira, 10 de outubro de 2014


Estimados amigos, colegas e conhecidos,

Como todos bem sabemos, estamos em pleno período eleitoral. Havendo se passado o primeiro turno, temos agora uma acirrada (e histórica) disputa entre dois partidos de forte oposição, o que, inevitavelmente, divide a população de acordo com as ideologias, crenças e expectativas de cada um. Nesse âmbito, tenho presenciado, escutado e tido notícias de calorosas discussões políticas no caminho para o trabalho, na mesa de bar, na faculdade, no almoço em família etc., o que muito me alegra, visto o quão saudável me parece que tais discussões se façam presentes no contexto social como um todo, não se restringindo ao ambiente acadêmico e afins. Ademais, me enche de contentamento que, a cada vez mais, somos um povo que se preocupa com essas questões, que se posiciona e que exerce, por meio da discussão e do voto, a sua cidadania.

A discussão, no entanto, precisa ter como base a civilidade e o respeito às diferenças, e, nesse sentido, devo dizer o quão me preocupa quando o confronto de ideias não raro ultrapassa os limites da mera discussão, configurando-se como competição de ideias, ocasionando até mesmo a quebra de boas relações. Assusta-me ainda mais quando a discussão política envereda-se pelas questões morais e até mesmo religiosas, trazendo à tona os nossos preconceitos e dificuldades com questões tabus.

Bom ou mau, toda liberdade é relativa, e a liberdade de expressão, em especial, é restrita aos limites impostos pelo fato de vivermos em sociedade. O convívio diário com o outro demanda que estejamos dispostos a escutar, a compreender (ou ao menos tentar compreender) e analisar o posicionamento do próximo com base em uma visão abrangente, irrestrita. É difícil, eu sei, mas acredito que este seja um dos desafios que temos enquanto sociedade: mantermo-nos firmes em nossas convicções sem, no entanto, criticar ou privar o outro do seu direito de escolha; erguer as nossas bandeiras preservando o direito do outro em hastear as suas.

O ciberativismo é um fenômeno comum durante as campanhas eleitorais, mas, se não for pautado no respeito e na paciência, acaba por levar às ofensas pessoais e a uma ainda mais profunda rejeição às ideias do outro. Bons exemplos disso são ofensas a nordestinos, negros e outros insultos originados de militantes de ambos partidos atualmente em discussão. Assim, acreditando ser possível a promoção de uma discussão pacífica e de qualidade, compartilho com vocês o link a seguir, que direciona a algumas dicas básicas para a discussão política entre amigos.


Sigamos compartilhando no Facebook, blogs, Twitter e afins o nosso posicionamento, os pontos favoráveis ao candidato de nossa escolha, as denúncias ao candidato da oposição etc. Não há nada errado nisso. Apenas cuidado para que a explanação do seu ponto de vista não se transforme em um discurso de ódio e obstinada necessidade de que os outros adiram às suas ideias. Cada um pensa como quer e se decide pelo que julga ser melhor... É assim desde que o mundo é mundo e não precisa mudar se aprendermos a nos comportar como gente em uma fraterna relação.

Um abraço.
Alex Gabriel

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Alex

 
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